sexta-feira, 28 de maio de 2010

Calvin



"Esta personagem tem o nome de um teólogo do séc. XVI que acreditava na predestinação (Calvino). A maior parte das pessoas julga que se baseia num filho meu ou em recordações da minha infância. Na realidade, não tenho filhos e era uma criança sossegada e obediente - o oposto de Calvin. Uma das razões por que me divirto a criar esta personagem é por ser frequente não estar de acordo com ela.
Calvin é autobiográfico na medida em que reflecte sobre as mesmas questões que eu, mas tem mais a ver com o adulto que sou do que com a criança que fui. Muitos dos problemas com que se debate são metáforas dos meus. Suspeito que a maioria das pessoas envelhece sem ter crescido e que dentro de cada adulto (por vezes não muito no fundo) há um fedelho caprichoso. Utilizo o Calvin como um escape para a minha imaturidade, como uma maneira de preservar a minha curiosidade pela natureza, como uma forma de ridicularizar as minhas obsessões e de fazer comentários sobre a natureza humana. Não gostaria de ter um Calvin em casa, mas, no papel, ele ajuda-me a pôr ordem na minha vida e a compreendê-la." Bill Watterson

Sem comentários:

Enviar um comentário